porco-do-mato
15 15UTC junho 15UTC 2010
http://www.youtube.com/watch?v=z3NHIGuaDZE
” [...] mais uma cidade. está lá, à vê?, óh lá., deitada como uma ninfa frígida em seus tecidos de ceda branca. g-e-n-t-i-l-m-e-n-t-e- abanada pelos nobres escravos de gizé. quieta, quieta e seus milhões de escravos quietos! colônias e colônias subservientes ao óbvio. ao escambo. até hoje. conformes e conformados. ungidos pela beatificação da lei. relutantes ao infinito. com suas vidas de festim e suas jóias de araque. ah moedas de falácias! centavos de riquezas! opercatos! sibilantes! burgos! não vês como se servem da ração e bebem do veneno? do próprio até!? vestidos assim, vêz?, com estas fardas assépticas, de aparência e reclusão. são estes os povos sem maldade libertária. sofregamente pacíficos. firminos. muito católicos. enfeitados de ‘mentirinhas’ e todos os demais tipos de escrúpulos. são estes, justamente estes que ‘engendram a peste’ _como diz o blake lá ou aquele mucambo da galiléia. são estes que se perdem nos vícios da matéria e se dão pelo imediato da história. estes são seres do tipo que graduam sanidades enquanto poluem rios. e que investem em bolsa de valores mas se atrasam pra pegar o filho na escola,. afinal, não ensinam suas crianças porque pagam pra isso. não fazem sua comida porque pagam pra isso. não caçam nem plantam o que lhes devia ser próprio: seu alimento, suas idéias. estão ocupados demais com a interminável ânsia de produção. re-produção. de objectos. de subjectos. em tal caráter de ciência, de evolução, que todos, mais cedo ou mais tarde, adquirem os mesmos hábitos nas mesmas prateleiras, os mesmos medos, as mesmas manufaturas. todos quietos! serviçais de uma ordem. dominados, talvez, pelas incessantes propagandas de desnecessidades. ou pela fajuta idéia de demokracia. seja o que for, parecem satisfeitos com suas idas-e-vindas ao trabalho. e suas pequenas regalias de luxo.“: assim também falava o bucaneiro.
tá atacando a tudo e a todos, hã?
cuidado para não acertar as boas pessoas: os inocentes que nem de gurra nenhuma se dão conta.
-Fala o homem do mastro, do navio “Navegador dos Sete Mares”, talhado em madeira escura de arvorés do norte de portugal.
hmm. muito cuidadoso vc.
assim falava um bucaneiro, meu caro
“só sei que foi assim.”